É verdade, as coisas podem sempre piorar mais do que já estão, assim como você pode aprender mais do que já aprendeu. Lembre-se disso.
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Mvilani
Tenho dezessete anos, mas diante de situações (normais para um adolescente) me sinto tão criança.. Como se tivesse apenas dez e não soubesse o que fazer.
Dez ou dezessete? -Mvilani
A Carência bate na porta.. e nem precisa entrar em casa para saber que ela está aqui.
É meio complicado, ainda mais para pessoas românticas, e mais complicado ainda (sim tem como piorar), para aqueles românticos que já provaram o amor.. A vontade de ter tudo de novo, sentir tudo de novo é enorme, é meio depressiva..
Sei que tudo acontece quando menos se espera, sou testemunha disso, e por este mesmo motivo é que tento parar de pensar no amor e mandar a carência embora. Para assim quem sabe, o tempo parecer passar mais rápido e eu seja surpreendida por um novo amor.
Creio que procuro alguém que seja totalmente diferente de mim, ou talvez parecido demais. Nada de meio termo, com certeza.
Se essa pessoa for diferente, ela vai me ensinar coisas novas, mesmo que sejam simples. Ela sempre será um mistério, sempre terá algo a mais, e vice versa. Eu gosto de mistérios, gosto de diferenças e termos que aprender a lidar com elas. Eu gosto de aprender. Quero saber um pouco de tudo.
Porém, se esta pessoa for parecida demais.. bem, podemos desfrutar de tudo que temos em comum e nos aprofundar nisso, descobrir mais coisas sobre nós mesmos. Conhecendo mais a nós mesmos e um ao outro.
De qualquer jeito, muito parecido ou diferente, há alguma coisa. Zero ou oitenta. Quarenta.. bem, eu nunca gostei desse número mesmo. Só gostarei dele, se for pra acontecer.
Mvilani
Encontrava-se sentada na cama. Presa ao computador, mas querendo desligar o mesmo e ler um bom livro. Consciente que sua persiana da janela ainda estava aberta, queria então, ir até lá. Mas não para fechar a persiana, para abrir o vidro e olhar. A rua, os poucos carros passando, e se não tivesse nuvem alguma, as estrelas.
Se encontrava com saudades das estrelas. Ao olhar para as estrelas se sentia pequena e perdida, já que são tantas, e sabemos que são tão grandes;
Ela se sentia perdida neste exato momento, sentada em sua cama, se sentia pequena também, ou talvez apena pesada, não conseguia distinguir.
A diferença entre perdida nas estrelas e perdida em sua cama, era que, nas estrelas de alguma forma, estar perdida e ter consciência de sua insignificância era confortável. Era quase como estar em casa.
Mvilani
Se tu não faz algo, espalham, falam por aí.. como crime. Se então faz este algo, ou qualquer outro, espalham.
Porque as pessoas gostam tanto de compartilhar coisas, mesmo que não tenham a ver com elas?
- Insegurança e Medo
2012, Setembro, Brasil, Rio Grande do Sul, Caxias do Sul; 17 anos, terceiro ano do Ensino Médio, notas medianas, sem profissão definida. Acho que isso resumiria a parte de insegurança e medo.
Já estamos no último trimestre de aula no colégio, os últimos 90 dias de aula de ensino básico das nossas vidas. Quatorze de dezembro é quando a contagem regressiva cessa. É quando começamos a fazer parte do mundo adulto. Tendo que realmente trabalhar, escolher a profissão que vamos seguir pro resto da sua vida, e ter capacidade para poder começar nessa carreira, sendo fazendo algum curso, ou não. Depois de começar essa carreira, ter que ser o melhor nela. Ter alguém que ame do lado. Ter filhos. Encaminhar eles para a vida. Ver eles seguirem o mesmo trajeto que o seu. Talvez ver os netos seguirem o mesmo trajeto. E morrer.
Estou com 17 anos e consegui resumir um projeto de vida em poucas linhas, mostrando assim que a mesma não é tão longa.. Isso que me assusta, é esse o meu medo. Ver a vida passar, ao invés de eu passar por ela.
E minha insegurança, não foge muito disso, mas é mais específica. É sobre o que seguir, o que vou estudar, o que vou trabalhar? Vou ser boa? Serei feliz?
Acho injusto termos que decidir o que vamos fazer pelas próximas cinco décadas, sem nem ter completado duas décadas vividas. Muita pressão, que só atrapalha.. Creio que se não tivéssemos tanta pressão em cima da gente, vinda de nossos pais, professores, conhecidos, e até próprios colegas, talvez conseguiríamos decidir ou estar mais tranquilos com tais decisões mais cedo.
Encerro por aqui um pequeno desabafo sobre o que faz minhas mãos suarem, o que tira meu sono, e o que é tão clichê a ponto de fazer o mesmo com vários outros adolescentes.
“Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação? Serão noites inteiras, talvez por medo da escuridão. Ficaremos acordados imaginando alguma solução pra que esse nosso egoísmo não destrua nossos corações”
Mvilani